Foi naquele dia. Eu e o Vir.
Alguns fragmentos de breves momentos de "inspiração". Não se incomode se não encontrar lógica alguma, pois é pra ser assim mesmo:
***
"Em suas sábias palavras, Jugo sabia o que era bom: era fazer poesias.
Palavras pirlintavam sua mente, o textor suave da contemplação. E lá se ia em palavras, rubro-negro-solimões. Poemas e poesias pra todo lado, lado-a-lado com o Eraldo, só pra rimar com lago.
Em meus recortes pude coletar e não pude evitar. Exponho aqui, portanto, o fruto dessa busca, mas somente algumas dessas tantas poesias elaboradas divinamente pelo sábio menestréu Nugo, o Chugo:
A Tornozeleira
Ia ele na rabeira
Sortilégios sem fronteira
Mamando na mamadeira
Mas só de terça-feira
Escorria pelos cantos
Gérmem de palma
Como canta minha alma
Em devaneios lúgubres
A crescente capoeira
E a alta relva do samba
Montam pastas de madeira
Perto mesmo da caçamba
Ted's Club
Certa vez foi com o Guerra
Galera arrombando, rasgando por dentro
Sonharam até de brincadeira
Aquele coito do momento
A história variava
Mas, de Guerra, sempre um pouco
Tinha quem sempre negava
E quem ficasse muito louco
A Grinalda (esse nome me fez rir pra caralho!)
Vinha ela fatigada
De véu e de grinalda
Na vagina, uma espingarda
Mandando ver na meninada
Furou um, furou dois
Foi dupla penetração
O da frente era um moçote,
O de trás se chamava Finotti
Gozou bem, gozou demais
Com um, dois, setenta rapaiz
E da noite se fez dia
Daí, traçou também sua tia!
Histórias Assim
História assim,
que até deus duvida!
Era da empregada,
Era da velha carcomida
O nome desta era Dona Peralvilha
Uma velha dadeira,
a dar com pau na faxineira
Mas você tinha que conhecer sua filha!
De olhos rabiocados
De traseiro mais ainda
Era olhar e ficar apaixonado
De buceta qual tão linda
Mas fedia a ranco-conto
Aquele pequeno cu de fazer sabonete
Pois comi sem dar desconto
Afinal, não sou manete!
Bom, é isso, gente! Poemas assim quase mais ninguém faz e, talvez, não vejamos nem mais. De qualquer jeito, foi demais! Qualquer dia, mando mais!
E viva o Nugo, o poeta aloprado!"