quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Último Dia

Parece o final de um filme. O final de um bom livro. O final de uma música maravilhosa. O começo de um namoro.

É como se ao longo do dia todo eu pudesse sentir a presença de todos que, de uma maneira ou de outra, se envolveram e permitiram que tudo desse certo. Senti o carinho da minha mãe e aquela mão gostosa no meu ombro. O sorriso na cara do Fernando. Ouvi muitas gargalhadas de muitos amigos e pude vê-los jogando bola no quintal da casa do Daniel. Nadei no Monte Sião, pulei no Barrocão. Subi naquele muro e lá fiquei, olhando as estrelas desde o entardecer. O Napô, pra variar, nem precisou entender nada. Abracei minha irmã, com muita força. Tirei um sarro da cara do meu irmão e disse a ele o quanto eu o amava. Bati um papão com o meu pai, que parecia orgulhoso e satisfeito. Olhei pra Beth e disse que tudo ia dar certo. Conversei horas e horas com a Tati e dei muita risada. Saí com a galera do curso de campo e rimos muito, colocando as fofocas e decepções amorosas em dia. Fui com o Tozetti pra Itirapina, onde me tornei biólogo. Passei lá no Buta pra jogar um papo fora e dar boas risadas. Ouvi a Marizilda me descrevendo com muita satisfação o quanto eu amadureci ao longo dos 30 meses.

Trinta e três meses e sete dias depois. O último dia.

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