Naquele dia eu voltei chorando.
Não de tristeza, mas por algo imensuravelmente maior que eu. A mais pura alegria, talvez. O mais pleno sentimento de gratidão.
Li uma vez que, quer os deuses existam, quer não, as pessoas podem, de fato, viver após a morte. Elas continuam vivendo dentro de nós, em nossas atitudes, lembranças e decisões.
E enquanto nós vivermos, enquanto nos lembrarmos das histórias que vivemos com as pessoas amadas que se foram, enquanto passarmos adiante ao menos uma parte de tudo isso, elas continuarão entre nós.
Eu concordo.
Lá do alto, olhando o mundo tão pequeno, a Amazônia parecia caber em meu colo. Com ela, senti que toda a vida cabia dentro de mim e me senti parte de tudo.
Meus problemas desapareceram, dando lugar a um deslumbramento gigantesco que transbordou dentro de mim, me fazendo chorar algumas das mais sinceras lágrimas da minha vida.
Foi em meio a tudo isso que eu te senti, Mamis! Você esteve ali o tempo todo. Dentro de mim. Fazendo parte de tudo o que eu via e sentia. Você nunca nos deixou sozinhos, não é mesmo?
E enquanto não provarem ou negarem de vez a existência dos deuses - ou mesmo que o façam algum dia - continuarei com a certeza de que existe, sim, vida após a morte!
Um comentário:
bonito, vitz.
Um beijo.
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