sábado, 5 de maio de 2012

Surrealismo Entorpecido

Foi naquele dia. Eu e o Vir.

Alguns fragmentos de breves momentos de "inspiração". Não se incomode se não encontrar lógica alguma, pois é pra ser assim mesmo:

***

"Em suas sábias palavras, Jugo sabia o que era bom: era fazer poesias.

Palavras pirlintavam sua mente, o textor suave da contemplação. E lá se ia em palavras, rubro-negro-solimões. Poemas e poesias pra todo lado, lado-a-lado com o Eraldo, só pra rimar com lago.

Em meus recortes pude coletar e não pude evitar. Exponho aqui, portanto, o fruto dessa busca, mas somente algumas dessas tantas poesias elaboradas divinamente pelo sábio menestréu Nugo, o Chugo:



A Tornozeleira

Ia ele na rabeira
Sortilégios sem fronteira
Mamando na mamadeira
Mas só de terça-feira

Escorria pelos cantos
Gérmem de palma
Como canta minha alma
Em devaneios lúgubres

A crescente capoeira
E a alta relva do samba
Montam pastas de madeira
Perto mesmo da caçamba



Ted's Club

Certa vez foi com o Guerra
Galera arrombando, rasgando por dentro
Sonharam até de brincadeira
Aquele coito do momento

A história variava
Mas, de Guerra, sempre um pouco
Tinha quem sempre negava
E quem ficasse muito louco



A Grinalda (esse nome me fez rir pra caralho!)

Vinha ela fatigada
De véu e de grinalda
Na vagina, uma espingarda
Mandando ver na meninada

Furou um, furou dois
Foi dupla penetração
O da frente era um moçote,
O de trás se chamava Finotti

Gozou bem, gozou demais
Com um, dois, setenta rapaiz
E da noite se fez dia
Daí, traçou também sua tia!



Histórias Assim

História assim,
que até deus duvida!
Era da empregada,
Era da velha carcomida

O nome desta era Dona Peralvilha
Uma velha dadeira,
a dar com pau na faxineira
Mas você tinha que conhecer sua filha!

De olhos rabiocados
De traseiro mais ainda
Era olhar e ficar apaixonado
De buceta qual tão linda

Mas fedia a ranco-conto
Aquele pequeno cu de fazer sabonete
Pois comi sem dar desconto
Afinal, não sou manete!


Bom, é isso, gente! Poemas assim quase mais ninguém faz e, talvez, não vejamos nem mais. De qualquer jeito, foi demais! Qualquer dia, mando mais!

E viva o Nugo, o poeta aloprado!"

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