quinta-feira, 27 de novembro de 2008

No Olho do Furacão

É uma confusão só. Tá tudo misturado, embaralhado, nublado. A cabeça não serve mais pra nada: acorda cedo, já pensando, e vai dormir tarde, ainda pensando.

E o gerúndio não quer saber de ir embora. Talvez, se ele desse uma folga, parte dessa avalanche de idéias se tornasse um parágrafo da qualificação, um desenho bonito num papel ou um texto elegante. Mas ele não vai.

Ainda assim, insisti em escrever, só pra ver no que iria dar. E não está dando. Loopings insanos de pensamentos etéreos, encasquetações malignas que grudam que nem carrapatos, dúvidas cruéis que avançam em minha direção como meus medos na escuridão. Completo analfabetismo perante a Língua Portuguesa, total fracasso perante a banca imaginária e vergonha perante a família que tanto apostou em você. E tudo isso num piscar de olhos, mas sufocando como centenas de anos luz a flutuar no espaço.

Eu sei, estou exagerando. Mas é porque aqui onde estou no momento, à deriva, nesses ventos furiosos e velozes, ascendendo e despencando incansavelmente e incontáveis vezes, está difícil de enxergar o mundo de outro jeito.

É. Por hoje chega. Acho que vou dormir.

Um comentário:

Amarcord disse...

gostei muito, apesar da angustia