(seguindo o estilão fabuloso do Cléber Machado)
Praticamente quatro anos depois, muita coisa mudou.
Quem estava, saiu, quem entrou em seu lugar também saiu e, finalmente, alguém veio pra ficar. Ou não.
Planos magnificamente bem elaborados acabaram sem ao menos sair do papel e, consequentemente, optou-se por não fazer mais plano algum. Ou não.
Se era pra dar certo, deu, mas eu juro que acreditei de verdade que daria errado. Ou não.
Das certezas que colhi nesse tempo todo, a mais certa e, decididamente, nem um pouco duvidosa, foi aquela de que nada é certo no fim das contas.
Da minha maior conquista restou uma grande insegurança. Ainda é capaz que dê tudo certo. Ou não.
O tempo certamente dará conta do recado, mas o passar do tempo ainda não me trouxe o tal recado... e tenho a certeza de que alguns recados se perderam no tempo... ou não.
***
É em meio a tantos fragmentos que resolvo me colocar à distância. Me despeço sem saudades e sem tristeza, mas, no fundo, estou em prantos. O melhor momento para as mudanças é agora e algo me diz que se afastar sutilmente seja mesmo a solução. Ou não. Pensando bem, acho que não. Não quero!
(mas que escolha eu tenho?)
De qualquer forma, estou indo passar um tempo longe. Ao menos fisicamente distante. E distante da internet. Isso, sim, talvez seja bom. Acho que tenho certeza disso!
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