sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tempo

Talvez a maior verdade da vida seja simples assim: o tempo passa. Ora depressa, ora tão vagaroso quanto se pode imaginar, o tempo vai passar.

Segundos podem ser decisivos, minutos podem ser inesquecíveis, horas podem ser intermináveis, dias podem ser deliciosos, meses podem ser cansativos e alguns anos podem ser os melhores da sua vida. E, quando menos esperar, você vai perceber que deixou um caminho enorme atrás de você, percorrido passo por passo.

Hoje estou em um daqueles momentos em que me dou conta da distância do último caminho que acabei de percorrer. Estou olhando pra ele neste exato momento - um percurso magnífico com quase quatro anos de extensão.

O garoto que iniciou a longa e imprevisível caminhada andou sozinho durante muito tempo. Num dado momento, entretanto, a figura de um homem surgiu na mesma estrada. Ambos se olharam profundamente e, maravilhados, perceberam o quanto eram parecidos. Precisavam um do outro. Suavemente deram as mãos e, sem nunca mais soltar, chegaram juntos ao final da jornada.

Estou prestes a caminhar por uma nova estrada, também imprevisível e, em boa parte, desconhecida. E é nesse momento que acabo me perguntando:

Quão alto podemos sonhar?
Quão alto devemos sonhar?
O quanto podemos contar com o tempo?
O quanto devemos nos apegar aos nossos planos?

Já faz um tempo que parei de acreditar no futuro, então só me resta mesmo o presente. Esse é todo o tempo que tenho pra sonhar. É o único tempo que tenho pra planejar a melhor forma de realizar os meus sonhos.

Portanto, sigo em frente, aproveitando tudo ao meu redor. Cada passo na estrada é delicioso. Único. Escolho me dedicar por completo a cada momento da jornada, a cada pequena sensação. O presente é precioso. Precioso demais, pra falar a verdade, e isso é tudo que sei.

Quanto ao resto? Passado e futuro?

O resto ficará a cargo do tempo...

Um comentário:

Ju disse...

O Tempo passa como a gente quer que ele passe.

Ou não.