sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Danzão

Fala, Danzão!

Fiquei me lembrando de muuuuito tempo atrás, de quando nos conhecemos na segunda série do CJK, em 1989. Já faz um puta tempo, né?

Eu me lembro que naquela época nós ainda não éramos amigos e que foi só lá pela quarta série que realmente começamos a nos dar bem. Daí fiquei divagando sobre os “porquês” disso tudo e conclui o seguinte: eu tinha uma certa inveja de você! Dá pra acreditar? Pois é! Mas até que é fácil de entender, olha só: eu era novo na escola e, é claro, estava inseguro (aquela insegurança típica de uma criança de oito anos gordinha-quatro-olhos). No entanto, eu era bom em desenho e me considerava um cara divertido, do tipo que reúne uma turminha “supimpa” ao seu redor (pelo menos era assim que eu me via, hehehe!). Pensando assim, não tive medo daquele novo lugar desconhecido, pois sabia que iria me dar bem por ali.

Tudo estava tranquilo na minha cabecinha de criança, até que você entrou na história pra “bagunçar o meu coreto”: logo de cara, acabo conhecendo um coleguinha beeeem mais magro que eu (hehehe!), MUITO mais engraçado e que desenhava tão bem quanto eu, ou até melhor, só que usando um estilo totalmente diferente (suas famosas caricaturas)! Nem preciso dizer que, temperamental como sou, me senti completamente ameaçado e tomei a decisão de competir com você nessas coisas todas. Foi aí que criei a “Turma do Condor”, pra competir com a (mil vezes mais espontânea) “Turma do Peru”. Foi por essas e outras invejinhas que nossa história inicial culminou com aquela briga marcada pra acontecer na “Festa (ou Noite?) Vamp”, lembra?

O mais engraçado é pensar que foi graças ao Bilinho, que dedurou pra Tia Marlene que nós estávamos prestes a "guerrear" naquela noite, que fomos chamados pra uma conversa na salinha dela. Ela nos seduziu com sua psicologia infantil (morro de rir só de pensar nos argumentos que ela deve ter usado pra nos convencer...) e, após chorarmos e nos abraçarmos como duas crianças arrependidas, o barraco foi evitado!

E foi daí em diante que começou essa grande amizade, Danzão – uma amizade maior até que a sua própria cabeça! ; )

Acho que nem preciso ficar falando sobre o quanto você significa pra mim e sobre o quanto a nossa amizade é importante em nossas vidas... você é O CARA, Danzão!


Um beijão e um abração...

Razzo

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