sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Virgem de 40 Anos (Parte I)

Ainda não fiz 40, tampouco sou virgem, mas me identifico demais com o protagonista desse filme, especialmente no que diz respeito à sua relação íntima com o mundo dos games, miniaturas e bonequinhos de ação.

Desde o meu Atari até hoje, nunca parei de jogar videogames e, para a total insatisfação do meu pai, não tenho a menor intenção de parar!
Sou um verdadeiro viciado. Não no sentido de que abro mão da vida lá fora pra ficar em frente à telinha (que hoje é um telão), mas porque nunca deixo de acompanhar as últimas notícias e sempre fico vidrado e ansioso pelos próximos lançamentos das séries que tanto gosto.

Do Atari, queria passar pro Master System, mas, por “azar”, acabei ganhando um Mega Drive dos meus pais. Daí em diante, virei um fanático pela SEGA e um ferrenho defensor do Sonic – o porco-espinho azul que pula e faz “tuú”. Na época da famosa “guerra dos consoles”, quando Nintendo e SEGA disputaram o mercado incessantemente e a SONY nem sonhava em entrar no ramo com o Playstation, assumi de vez o meu posicionamento “ideológico”: cheguei até a ficar ofendido quando alguém me disse que o Super Nintendo era melhor porque tinha 32768 cores, contra as míseras 512 do Mega!

O tempo foi passando (devagar naquela época), e cada ano na “vida” de um videogame, com tantos lançamentos e tanta disputa, durava uma eternidade. Fui criando um gosto especial pelos RPGs, jogos de ação e, é claro, pelos jogos de luta.
Quando a geração 16-bit chegava ao seu entardecer e todos os olhares se voltavam para os 32-bit, eu e meu irmão “suamos a camisa” no Natal pra juntar um dinheirinho e comprar o Sega Saturn.

Nessa época, a SONY embarcava pela primeira vez na produção de um console que, ao contrário das expectativas, viria a dominar de vez o mercado dos games por muitos anos: o PlayStation. No entanto, a decisão de continuar com a SEGA prevaleceu quando eu e meu irmão - que já andávamos apaixonados pela série Street Fighter - vimos o anúncio de que X-Men Vs. Street Fighter para o Saturn viria acompanhado de um cartucho de expansão de memória RAM, garantindo uma conversão praticamente perfeita do Arcade para o console.

E foi realmente uma decisão acertada: para os fãs de jogos de luta 2D, o Sega Saturn realmente detonava, pois os gráficos eram excelentes e seu controle (ah! O controle do Saturn japonês...!) tinha seis botões enfileirados de três em três (o famoso “fraco, médio, forte”) e um direcional simplesmente fantástico, permitindo soltar “Hadoukens” e “Shoryukens” com uma fluidez incrível.

Mais alguns anos se passaram e veio o lançamento do Dreamcast...

(CONTINUA)

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